então.

vocês já conhecem a história. fui ali, não sei se volto, etc etc etc.

dá a mãozinha e vem comigo!

~draminha~ (<~ clica, gente, é um link)
aquele momento em que você chega em casa e descobre que o cartão de memória do seu telefone comeu todas as fotos tiradas desde outubro do ano passado MENOS o belíssimo desenho da garota do segundo ano em homenagem ao dia do folclore, retratando emília comendo um... filé.


ou seja, apenas mais um dia perfeitamente normal em minha vida.

a segunda-feira, ela sempre chega.

- oooooi, tiiiiiia.
- oi, gigi.

[gigi faz 345386 caras&bocas por segundo para ser notada]

- gigi, que batom é esse que você passou?
- hihihihi.
- e tá de sombra também... peraí... você tá toda melada, gigi! que maquiagem é essa sua?
- hihihihihhihihihihi.

MANO, A GAROTA PASSOU COLA PLÁSTICA COM GLITTER NA BOCA EEEEEEE NOS OLHOS. TÁ BOM?

APENAS ISSO.

uma excelente semana para todos.

pois então.

ainda chegam emails com o título "você tá bem?", então acho mais prático resumir.

eu meio que tinha um propósito ao me afastar daqui. agora honestamente não faço a mais vaga idéia do que era, mas envolvia botar a cabeça no lugar, resolver pendengas acadêmicas, me ~estruturar~. claro que como estamos falando da minha vida saiu tudo ao contrário e eu fiquei me sentindo ridícula como uma pessoa que, ao tentar fazer uma saída dramática, prende os dedos na porta e volta chorandinho.

porque tipo assim: estrutura total não define a situação.

as coisas já estavam um tanto quanto ~peculiares~, aí você soma o desequilíbrio com o frio, com a visita do papa tumultuando a cidade e uma gripe que foi tipo o último suspiro da minha imunidade pedindo arrego. fiquei uma semana sem sair do quarto, negociando comigo mesma razões para levantar da cama, vivendo basicamente de ritalina com café e bolinho ana maria e assistindo reprises infinitas de hora de aventura e apenas um show. fora da casinha total. e assim foi até o final de julho, quando por motivos de força maior precisei tirar o pijama e voltar para o mundo real, trololó do jeito que estava.

(se vocês permitem que eu diga, para as finalidades práticas não fez assim muita diferença.)


o mais relevante é que no meio disso tudo eu tive uma epifania (hahahaha, gente, eu estava realmente muito biruta). num desses dias suuuuper amenos eu estava vagando pelo tumblr e me deparei com um post tipo caderno de perguntas. se você tivesse um dia restante de vida, o que faria? e se tivesse uma semana? o que você planeja fazer dentro de uma semana? dentro de um mês? como se vê?, e assim por diante.

não consegui pensar em nada pra responder. NADA. as coisas mais básicas tipo "o que você vai fazer amanhã?". about:blank. não sei. caralho, não sei o que vou fazer amanhã. o que vou fazer amanhã? 101 perguntas, gente. já encalhei na primeira, como é possível? pode fazer à lápis?

inaugurei assim todo um outro nível na escala do desequilíbrio: o ataque de pânico motivado por meme.


mas tá, a epifania: eu finalmente entendi que não é que hoje eu esteja meio fora da casinha e não saiba o que vou fazer amanhã. é que eu nunca soube, mesmo. quer dizer. eu sei assim as coisas que gostaria de fazer, e como acho que deveria fazê-las, mas é como se essas informações ocupassem compartimentos mentais incomunicáveis entre si, compreendem? e eu simplesmente não consigo conectar todas as variáveis e gerar um PLANO dotado de princípio-meio-e-fim-E-coerência. isso explica todas as vezes em que agi de uma forma esperando um resultado totalmente incompatível e, obviamente, FUÉN.

então agora eu faço esse exercício diário de analisar as situações mais banais de causa e consequência e planejar as ações compatíveis e olha que incrível, não é que está fazendo sentido? mas meeeeeeeeeeeeeeeeeu deeeeeeeeeeeeus, como é difícil. como é complexo. como eu sou dodói.

então é isso, crianças. estou bem, sim.
só evitem aparecer de surpresa perguntando o que eu espero fazer dentro de 5 anos, porque né, baby steps.

11 de setembro

guardem essa data e fiquem ligadinhos nos próximos acontecimentos!

e não, eu não vou explodir nada.

(a princípio, né)