daí que quando você acha que minha vida não pode atingir níveis mais elevados de ridículo, entra uma abelha no meu sapato e sou obrigada a levantar e DANÇAR CAN CAN no 485 lotado no meio da avenida brasil.

- mas como você conseguiu essa proeza, meu deus?

- muito simples, ué:
(antes que perguntem, eu não usaria um sapato amarelo assim, né, gente. que com essas pernas finas ia parecer tipo a garça humana.)

consegui tirar o sapato e matar o bicho sem levar uma picada nem um tapão das pessoas que empurrei, e me senti muito vitoriosa (hahahaha, expectativas baixas a gente vê por aqui) porque minhas picadas de abelha sempre envolvem situações ridículas.

exemplo 1: fui picada dentro da boca por uma abelha que se enfiou dentro de uma lata de coca-cola. eu estava no saguão da biblioteca da escola para pedir uma informação, não tinha nenhum adulto perto e, espertona que sou, pensei: "ah, o que custa dar só um golinho?". custa que a merda da abelha cravou o ferrão na minha boca como um bonito piercing com asas e eu cuspi coca-cola por todo o salão. pessoas incluídas. pessoas por quem eu nutria um amor platônico, ok? é pra fazer merda, a gente faz direito.

exemplo 2: estava voltando da faculdade, na linha vermelha, a abelha entrou por uma fresta mínima na janela do carro e veio direto pro meu pescoço. eu gritei e me abaixei e todos me imitaram, achando que era tiro. visualizem a cena. quatro pessoas num carro gritando, uma porque levou uma picada e as demais sem ter a menor noção do real motivo. quando expliquei senti que rolou até uma certa decepção, hahahahah.

porque aparentemente uma ferroada não é o suficiente. é preciso que ela venha acompanhada de humilhação.
mas admito que agora estou meio temerosa por ter frustrado a brinks do divino. vai saber que tipo de gracinha ele vai inventar na próxima rodada.