ENTÃO.

prática de ensino: tem mas acabou. maio, tá? MAIO.
não tô desesperada não. tô boua. tô e-qui-li-bra-da.

na minha primeira tentativa, cheguei na escola e tinha umas pessoas pouco dadas ao diálogo portando fuzis na entrada. ah, que coisa rica. que coisa amada. adoro fuzil? valeu pela recepção, gente. me emociono.
dei umas voltas e descobri que os tios do fuzil estavam lá porque um aluninho teve um momento menino wellington e passou pelas salas para informar que... bem... ia matar algumas pessoas.

<3

gente, não é porque o menino compartilhou um sentimento que ele vai efetivamente matar geral, né? ele só quis dizer. mas enfim. armaram o circo, com direito a equipes de reportagem dando plantão na porta da escola, doidas pra ver uma desgraça. não consegui decidir se seria mais embaraçoso levar um tiro em meu primeiro dia ou aparecer ao vivo no programa da sônia abrão, de modos que voltei para casa e essa foi minha primeira experiência como aprendiz de professorinha.

na semana seguinte não tive notícias de menino wellington. cheguei cedo, um primor de responsabilidade, apenas para descobrir que tinha ido no dia errado e tudo o que assistiria seriam 40 adolescentes desesperados fazendo prova - sem ter minhas horas descontadas, claro, afinal eu não ia fazer nada. pegaria um pouco mal dar meia volta, então fiquei lá olhando para o vazio e essa foi minha segunda experiência como aprendiz de professorinha, parabéns aos envolvidos.

mas não vou reclamar, gente! eu parei, lembram? há duas horas apenas, mas parei! tô plácida, tô otimista, mal posso esperar pra ver o que a terceira tentativa me reserva.

oremos.