eu estou tentando não deixar as coisas mais pesadas do que elas já estão. porque houve boatos de que o reinado do masoquismo em minha vida tinha chegado ao fim (mó mentira, claro. shhhh). 

aí acontecem coisas. e eu fico aqui tentando me convencer de que olha, fofa, TODO DIA vão acontecer coisas, tá? lide com isso. mas faltei nessa aulinha em que ensinaram a ~lidar~. se pá compareci, mas não escutei uma única palavra porque tava toda trabalhada no déficit de atenção. ou talvez seja algum tipo de falha genética porque, pensando bem, ninguém nessa família lida com nada não, hein. herdei os genes maternos pra sofrer e encher os pacovás da humanidade, os genes paternos pra aloprar a porra toda e, azarada que sou, ainda vim com esse gene do constrangimento próprio & alheio - que, obviamente, é uma mutação. 

e tudo me afeta, tudo me atinge, tudo é uma pequena prévia do apocalipse. as coisas que me dizem, as coisas que não me dizem, as coisas que dizem mas puxa vida, eu queria ter ouvido de outro jeito. cada uma delas tem mil possibilidades de interpretação e a única garantia é que eu vou me machucar e quando menos esperar estarei juntando os cacos pela milésima vez, às duas e meia da tarde de uma quarta-feira, comendo macarrão gelado e me perguntando por que precisa ser tão ridiculamente difícil. e se, no final das contas, não é tudo culpa minha por ser essa pessoa tão infernal.

deve ser.
sempre é.