não apenas continuo viva como passei todo o meu sábado em lenta agonia traduzindo um artigo sobre maconha. dez pra uma da manhã e eu aqui baixando resumos da forensic science international como se não houvesse amanhã. porque nesse ritmo é bem provável que não haja, mesmo.

minha vida é ridícula, já mencionei isso hoje?

daí tem todos os termos e procedimentos que outrora me foram familiares. sequenciamento de dna e pcr e as desgraças todas. e gente, não é incrível que eu tenha passado longos anos da minha vida lidando com isso numa base regular e agora não lembre de nada? não é mais incrível ainda que eu tenha quase virado biomédica, pra começo de conversa?

nem questione.

a parte do meu hd mental responsável por armazenar esse conhecimento está tão vazia que faz até eco, só isso que eu sei.

a crise alérgica/peste negra/VOODOO segue firme, pra facilitar ainda mais o processo.

no desespero acabei desenterrando uns 35 cds com arquivos velhos porque em algum lugar eu precisava ter armazenado aqueles maravilhosos protocolos de 2005. não encontrei até agora, porque no meio do caminho havia fotinhas e o fantasma do natal passado: uma raquel de 2 anos de idade já cheia de rinite-bronquite-sinusite-asma e com a cara de desalento que só uma respiração precária é capaz de proporcionar.

cadê. meu. ar.
mas o que adoro mesmo é o diversificadíssimo kit-doencinha que eu carregava pela casa. um álbum de fotos, uma mamadeira, 17 chupetas e suzete, a boneca hidrocefálica. 
(esse álbum inclusive acabou aparecendo junto com todo o resto do entulho no episódio da cômoda. ele contém as fotos do meu segundo aniversário, evento para o qual minha mãe me vestiu com uma roupinha assustadoramente masculina. gravatinha, suspensórios, a porra toda. jamais compreenderei a motivação. jamais perguntarei também, porque temo.)



1:40 da manhã, algo me diz que tô procrastinando de leve aqui.
hmmm.