às vezes eu penso que se pelo menos fosse capaz de me explicar, tudo seria mais fácil. eu não precisaria me sentir tão alienígena nisso tudo.

mas não há nenhum tipo de alívio na loucura compartilhada. em falar sabendo que não está fazendo sentido, não tem lógica, e as pessoas que você mais precisava que entendessem serão as primeiras a se afastar. bem. eu me afastaria de mim correndo, se tivesse escolha.

eu não posso explicar o que dói, nem os motivos. achava que era por algum mecanismo de autopreservação, mas agora vejo que não é nada disso, é mais como uma ignorância de mim mesma, uma falta de palavras. eu apenas não sei, até que me atinja. e quando atinge fragmenta tudo e não sei interromper, não sei fazer parar de doer. "não sei" deve ser a frase mais repetida no meu dia, da hora que acordo até a hora em que (não) vou dormir, numa perplexidade eterna por todas as coisas que não consigo fazer dar certo. e pareciam tão fáceis.