inferno astral

"Every morning during our yearlong travels I had to devise some expectation, some special point in space and time for her to look forward to, for her to survive till bedtime. Otherwise, deprived of a shaping and sustaining purpose, the skeleton of her day sagged and collapsed. The object in view might be anything - a lighthouse in Virginia, a natural cave in Arkansas converted to a cafè, a collection of guns and violins somewhere in Oklahoma, a replica of the Grotto of Lourdes in Louisiana, shabby photographs of the bonanza mining period in the local museum of a Rocky Mountains resort, anything whatsoever - but it had to be there, in front of us, like a fixed star (...)."


eu devia ter uns 15 anos quando li lolita pela primeira vez. perdi a noção de quantas vezes voltei a esse trecho, pensando que nada poderia me descrever melhor. nunca.

nesses dias em que pareço ter perdido a capacidade de inventar pretextos para sobreviver até a manhã seguinte, tenho me dividido entre o conforto e o pavor de verificar que essas palavras mais do que nunca sintetizam toda a minha vida.

algumas coisas nunca mudam, mesmo.