desocupando o fichário do estágio antigo para dar lugar às anotações do estágio atual (reflitam aí quanto tempo demorou esse desapego, hein. tô boua.) acabei encontrando uns mimimis avulsos da mais alta inconveniência que foram para o lixo junto com o resto todo porque né? SAI DE MIM PASSADO NEGRO.

mas tinha essa folha com umas fotos de plantas coladas e uma singela anotação no rodapé que dizia

Tenho andado por aí com uma faca de açougueiro de 40cm enterrada no peito.
Ninguém reparou.
e me perguntei quando foi que me habituei tanto à faca que ela deixou de ser um incômodo para se tornar uma espécie estranha de companhia. algo que sempre esteve ali, sempre vai estar. e sequer achar isso triste - não mais do que um monte de outras coisas que também são o que são, e só me resta a coexistência polida daqueles que são íntimos, e ao mesmo tempo estranhos.

agora, na maior parte do tempo, nem eu mesma reparo mais.