esse final de semana foi um tanto complexo em termos de manutenção da sanidade. numa situação dessas a pessoa ou bebe ou come ou sai baixando a internet inteira. como beber não tem sido uma opção (meio por convicção, meio por falta de oportunidade mesmo) e já havia dado cabo de uma travessa de pavê em 24 horas, o que restou? filmes. resolvi começar os trabalhos com último tango em paris. sendo que a noite já não estava assim muito alegre. vai entender, né. os critérios da pessoa. com meia hora de filme, eu achando tudo um saco, o arquivo encontra um erro e se recusa a continuar. foi o que bastou para que eu subitamente ficasse interessada na história e entrasse em desespero porque todos os links para baixar outra cópia estavam fora do ar. tipo quando você toma um fora de uma pessoa uó e fica meio obcecada se recusando a seguir a vida, sabe? fui eu com esse download. que só ficou pronto de novo depois das 3 da manhã, fazendo meu sábado amanhecer repleto de elegância.

aproveita e enfia uma legenda aqui tb porque eu mesma não sei o que dizer
o bom é que enquanto esperava o download fiquei lendo curiosidades sobre o filme, e descobri que a maria schneider fez uma versão de jane eyre. o que me fez ter um momento de livre e perturbadora associação de idéias envolvendo jane e rochester e a cena da manteiga. porque minha mente é legal nesse tanto.

no sábado teve jules et jim <3 <3 <3 e o wuthering heights aquele de 1939 com merle oberon me fazendo sofrer de vergonha alheia por sua interpretação rebuscadíssima que consistia em arregalar os olhos como se marlon brando tivesse passado por ali.

tira o dedo do meu cu, heathcliff.
aí depois disso tudo fui ver comer, rezar, amar porque achei que já tava bom de ser culta, hahaha. e pra lembrar que nos anos 90 queria ser julia roberts quando crescesse e vê bem o quanto não obtive sucesso?

mas o que importa é que não pensei (muita) bobagem no processo e não quis (muito) pular de lugar nenhum com uma bigorna no pescoço, tornando as últimas 48 horas bastante acima da média, portanto.
quase me orgulhei.