eu sou uma pessoa alérgica. tempos atrás, num desses blogs velhos que muito me constrangem, uma pessoa se deu o trabalho de escrever pra me chamar de hipocondríaca porque eu "estava sempre reclamando de alguma coisa diferente". e tipo. não são coisas diferentes. é A MESMA COISA desde que eu saí da maternidade usando decongex. muda de lugar, que o fator surpresa sempre proporciona uma emoção na vida da pessoa. mas é a mesma coisa. sempre. com causas não-identificadas. sempre também. o único consenso ao qual os médicos chegaram é que minhas crises alérgicas parecem ser desencadeadas por... stress. o que é quase  a mesma coisa que dizer que eu tenho alergia AO UNIVERSO. e vamos combinar que nem é mentira.

(pausa para informar que meu primeiro diagnóstico de stress veio quando eu tinha uns 7 ou 8 anos. que eu fui uma criancinha le-gal.)

daí é claro que, sendo 2012 essa coisa linda DE DEUS, as alergias mais absurdas já pipocaram em mim. e agora, por absoluta falta do que fazer pra me incomodar mais, o troço resolveu se instalar no meu olho. e coça e dói e lacrimeja e eu fico aqui com as olheiras do benicio del toro e a aparência geral do joseph merrick todas as manhãs (e tardes. e noites.). bebendo celestamine como se fosse licor. e a cerejinha do sundae: sem poder chorar. que quando eu choro parece que o revertério se multiplica.

agora vocês avaliem a situação mental periclitante da pessoa dramática que NEM CHORAR PODE. amor sem beijinho, buchecha sem claudinho, sou eu assim sem poder dar uma choradinha.

isso tá facilitando tanto a manutenção do meu equilíbrio, gente. cês não têm no-ção.