essa semana foi tão peculiar que provavelmente a relação social mais ~intensa~ que cultivei nos últimos dias foi com o pombo empalhado que vive em cima do armário da sala de aulas práticas. cada vez que os aluninhos fodem com a porra do experimento inteiro tipo jogar polpa de morango no papel de filtro sem coar antes, eu olho para o pombo em sua caixinha envidraçada e sei que ele se sente como eu: um ser que se descuidou por um momento e não entende muito bem como foi parar ali, e agora limita-se a fingir-se de morto enquanto observa a cena com seus incrédulos olhos de plástico. nunca na história da taxidermia um animal empalhado ostentou tamanho ar de reprovação. 

a coisa está uhu-tão-frenética que ontem a médica das vacininhas quis checar minha pressão e ela estava num fenomenal pico de 11x7, em vez dos desvalidos 9x6 habituais.

é muita adrenalina, minha gente.