(escrito na biblioteca, umas duas semanas atrás, e digamos que as coisas não ficaram exatamente ~melhores~ de lá pra cá)


olha, tá foda.

eu não quero estar aqui, eu não quero estar em lugar nenhum, e nisso se resume toda a histeria da minha existência: eu PRECISO querer alguma coisa. reza a lenda que todos precisamos.

tenho minhas dúvidas.

então fico aqui pulando de idéia falida em idéia falida, querendo e desquerendo coisas pelo intervalo de um bocejo. antes de chegar ao final da lista dos prós já estou escrevendo os contras e faço isso tão no automático que já virou o procedimento padrão. tenho brigado tanto comigo mesma que sei lá, acho que vamos ter de parar de nos falar por uns tempos porque tá complicado, muito ruído nessa comunicação. a bagunça externa refletindo a interna, pilhas de livros, de tralhas, coisas que transporto daqui para lá sem nenhuma lógica. arrumo e desarrumo. implemento métodos revolucionários de organização e dois dias depois estou puta por ter que fazer aquilo - como se alguém estivesse me obrigando. maluca. maluca pra caralho. olho para meus papéis lindamente separados por contextos e cores e prioridades e sinto uma vontade selvagem de tacar fogo em tudo e ir para a praia vender colar de semente. mas em duas semanas teria vontade de tacar fogo nas sementes, também. e nos turistas. e nos outros hippies (PRINCIPALMENTE). então fico aqui quietinha porque

CLICHÊ!

é comigo, né? o problema. só pode ser.