daí a pessoa manda um email falando que precisamos retomar o projeto e pergunta o que eu gostaria de fazer. gostaria de fugir e me juntar a um circo, é a única resposta que me ocorre. gostaria de encontrar um lugar onde eu caiba, em vez de me sentir constantemente sobrando ou faltando – ou tudo ao mesmo tempo, como uma alice psicótica. gostaria de uma infinidade de coisas que me parecem muito distantes nesse momento. 

o meu problema é que toda vez que começo algo, imediatamente me ponho a pensar no fim. não os meios, não o caminho. o fim. o desfecho. e talvez o fim jamais chegue. talvez eu me aborreça antes. quem pode saber? por que preciso passar a vida neurotizando em torno de cada desimportância?

e por que eu acho de bom tom pensar nesse tipo de coisa às 2 da manhã?