mas aí que eu não dormi até o presente momento. tipo, deitei às 4, desisti umas 7 e nada perceptível ocorreu nesse intervalo.

(tapei meu bom senso com um post it em 1982 e nunca mais na vida, né)

achei que seria um bom momento para assistir anna karenina e gente, geeeente, eu sei que não estou ofertando um olhar muito bondoso para o universo nos últimos dias, mas sério. como conseguiram deixar todo mundo tão ABSURDAMENTE FEIO nesse filme? como keira virou tipo a gêmea perdida de helena bonham carter? quem achou que aquele bigodinho pringles ia ornar com matthew macfadyen?

e o jude law? jesus maria josé, O QUE FIZERAM COM VOCÊ, JUDE?


sofrido, hein. em infinitos níveis.

mas fui até o fim, porque jamais consegui ler esse livro e me sentia assim muito ignorante por não saber direito até hoje como era a história, tamanho o meu pavor. porque eu lutei com esse livro, gente. eu perseverei. eu tinha ali uns 13 anos e ganhei uma edição tão bonita de presente - porque na cabeça da minha família deve ser assim que pessoas de 13 anos se divertem, né, lendo tolstói - e eu lia e lia e liiia e não saía nunca da parte em que a kitty está patinando. isso deve ser lá pela página 15. ou não, que sei eu, se pá é no prefácio. nada mais me lembro. eu não conseguia decorar quem era quem, todos os personagens pareciam ter uns 5 nomes mais um apelidinho. e eu fiquei nessa desolação até que veio uma visita em casa, viu o livro de bobeira e levou pra ler. assim, bem fofamente, sem pedir. 

eu reclamei, claro, que eu tinha que fazer minha parte. mas vocês não calculam O ALÍVIO.

o livro retornou muitos meses mais tarde, meio mastigado por um cachorro. mas nessas alturas ninguém lembrava mais dele e eu por minha parte fingi que tinha esquecido também.

mas tá tudo bem agora e até fiquei com vontade de assistir as outras versões. 

porque ninguém respondeu meus emails até agora, tá?
e o controle de danos saiu pra comprar um guaravita e não deu mais notícias.