nesse último mês eu virei a louca da foto, numa tentativa de me distrair e preencher o espaço deixado pelas palavras que não estavam dando conta e desistiram. acabei originando um diário muito mais consistente do que se tivesse tentado escrever a respeito.

eu gosto de pensar que sei o que dizer, e como dizer. descobrir o contrário foi um baque, um entre muitos. mas foi também a prova de que havia me afastado tanto de mim mesma que nada restava a ser dito. algo que no fundo eu já sabia, mas deixava de lado como se não tivesse importância.

meu primeiro impulso foi começar esse post falando que fevereiro foi um mês ruim. mas ele foi apenas justo e coerente com todo o resto do contexto. claro que essa simples constatação não faz a coisa toda menos dolorosa, mas pelo menos fica mais fácil de aceitar. 

essa semana peguei um caderno que havia posto de lado tempos atrás e comecei a escrever, sem me preocupar em ser coerente ou seguir uma linha de raciocínio. apenas colocar tudo para fora, de todas as formas e quantas vezes achar necessário. não estou nem perto de chegar ao fim do processo, mas foi a primeira vez em muito tempo que me dei o direito de sentir que se uma coisa me incomoda, então é, sim, relevante. precisa ser. ao menos pra mim. e é assombroso notar que já nem sei quando foi a última vez que pensei dessa forma. 

o que eu espero de março (e de todos os outros meses) é apenas não esquecer disso. e do resto vou cuidando quando for o momento certo.




os demais registros dos 28 dias mais longos do universo estão aqui.

Nenhum comentário:

Postar um comentário