.

hoje eu mandei um email falando muito sério.
e ganhei uma gargalhada como resposta.

(gargalhada por escrito é sempre uma coisa muito complexa. a gente não tem como avaliar o percentual de deboche.)

eu tinha a tarde toda livre mas estava numa ansiedade maluca, dentro de uma salinha escura no ccbb assistindo a uma projeção de slides de nan goldin (que bem podia se chamar heartbreak em vez de heartbeat, dado o colapso que gerou em minha pequenina mente já tão prejudicada).

e achei o contexto todo de uma ironia tão fina que apenas fiquei sentada ali, e assisti tudo de novo mais duas vezes porque realmente não fazia sentido estar com tanta pressa para coisa alguma.



(não, aí eu tava vindo embora e atrás de mim uma vozinha gritou TIAAAAARGH! e eu pensei NÃÃÃÃO, senhor, será possível? que até na minha tarde de folga? mas olhei pra trás e era só um grupo de crianças desconhecidas de 7/8 anos. na exposição. discutindo diane arbus, compreendem? "tia, por que esse moço tá usando sutiã?" e tal. achei tão amor que restaurou uns 0,28% da minha fé na humanidade.)

2 comentários:

  1. é bem isso a vida mesmo. nos trata com uma ironia tão fina que às vezes vale a pena parar de se desesperar e deixar que os aplausos tomem conta.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. gente, mas tá demais?

      meus cumprimentos ao roteirista.

      Excluir