filmes de junho

pouquinhos por causa do drama do computador que jamais voltava.

david lynch é muito útil para aqueles momentos em que você quer se distrair com um filme mas não está em condições psicológicas para lidar com nada bonitinho, fofinho ou meloso. laura palmer parte meu coração. muito. sempre. o mais estranho é que nunca cheguei a assistir o seriado inteiro. eu tenho um bloqueio maluco com seriados curtos, guardo indefinidamente os episódios finais para assistir num dia chuvoso. é assim com twin peaks e foi assim com carnivàle. que também tem o michael j. anderson.  <3 sinto muita ternura por essa pessoa mas particularmente prefiro quando ele não está falando de trás pra frente.


2. somewhere (2010)
vi numa crítica que esse filme devia se chamar nowhere, de tão avulso que é. ô, gente. eu gosto da sofia coppola exatamente porque todos os personagens dela têm essa cara meio extraviada e ficam caraminholando ali tranquilamente em torno dos seus respectivos umbigos, e é tudo lerdo, sonolento e sem muito propósito. ou seja: me representa. hahahaha.
mas fiquei com uma impressão esquisita de que estava assistindo a alguma releitura meio falida de lost in translation e gente, se era essa a intenção podia ter chamado bill murray de novo e todo mundo ficaria mais feliz.

3. sophie's choice (1982)
duas horas e meia de meryl streep sendo linda em todos os níveis e esfregando o talento dela na sua cara. mas se você for uma pessoa ocupada e não dispuser desse tempo, não se preocupe: a televisão do 107 conta o final pra você. sério. SÉRIO. a programação da tv do ônibus agora tem um momento ~clássicos do cinema~ e numa dessas aparece a legendinha explicando que sofia é traumatizada e mostram. a. cena. e eu sou essa pessoa que foca nas coisas erradas e ficou se perguntando SPOILER que tipo de pessoa inventa ser biólogo, hahahahaha. mas nathan entrou fácil para o meu top 5 esquizos então relevei esse desvio de caráter dele.
(e para quem gastou a vida inutilmente lendo/assistindo água para elefantes. gente, tá tudo ali, né? o casal, o doido, o triângulo amoroso, até a cena da comemoração. plágio descaradíssimo.)

Um comentário:

  1. Eu gosto das obras da Coppolinha porque, além de todo mundo ter essa expressão extraviada no rosto, a coisa toda não tem enredo, parece que tudo flui como a vida da gente caminha. E, se você é uma pessoa comum, deduz-se que sua vida é monótona.
    Essa mulher devia ter dirigido On The Road.
    Abraços.

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